Monte do Usar

Nos três montes do desapego o Monte do Usar são as peças que voltarão para dentro do armário. Entre elas temos:


· Peças usadas no dia a dia

· Peças de investimento

· Peças afetivas



Antes de entrar em cada categoria importante tirar tudo de dentro do armário para limpar e organizar. Indico que faça esse procedimento pelo menos 2 vezes ao ano. Leia o texto “O armário é a casa da roupa” que ajudará a entender esse processo.


Antes de voltar com as peças ao armário pare e observe tudo que tem.


Veja quantas blusas, quantas calças, quantos sapatos. Uau! Você levará um susto em perceber que tem muito mais do que achava e aquela sensação que as vezes nos visita de: “não tenho nada! Preciso de uma comprinha” não é real.


Está tudo certo com a “comprinha”, principalmente se ela é necessária e se você fará de forma responsável. O problema é comprar com o sentimento de falta e conduzida pela escassez e vazio interno.


Vamos lembrar que as peças ocupam espaço nas nossas vidas. Não apenas espaço físico dentro do guarda-roupa, mas também espaço interno e espaço de tempo para mantê-las vivas e saudáveis.

Quanto mais temos fora, mais precisamos de espaço dentro de nós. Usando uma das leis herméticas como base (leia da correspondência) o que está em cima é como o que está embaixo, o que está fora é como está dentro e assim sucessivamente. Ou seja, mudando dentro, também alteramos fora. Porém alterando fora, damos aquela organizada dentro de nós. Essa é uma ótima ferramenta para nos transformarmos.


Se você se sente sem espaço, com uma agenda lotada e ao mesmo tempo sem tempo para você mesma e com uma sensação de perdida e solidão, está na hora de mexer no armário e tirar tudo que não faz sentido. Abra espaço no guarda-roupa para abrir espaço na sua vida.


Vamos lembrar que as peças ocupam espaço nas nossas vidas. Não apenas espaço físico dentro do guarda-roupa, mas também espaço interno e espaço de tempo para mantê-las vivas e saudáveis.

E na prática você deixará no armário:


70% de roupas que realmente usa diariamente (não se engane, aqui é você com você).

20% de roupas investimento

10% de roupas afetivas


Lembre que nesses 70% entrarão as roupas que estão no monte do criar.


Roupas de Investimento


São peças que não usamos diariamente, porém apresentam um valor agregado. O que quero dizer como isso? O material da peça é nobre e vai durar muito anos e geralmente são atemporais, que não são de tendências passageiras.


Muitas vezes são peças de uma estação específica ou algo familiar de qualidade muito boa. Chamo essas peças de investimento, pois são aquelas compras acertadas que você gasta um pouco mais, porém ela te acompanhará por muitos anos.


Roupas afetivas


Ocupando 10% do nosso armário externo e interno estão aquelas pecinhas que conectam nosso coração porém que não usamos. Lembrando que algumas peças podem ser usadas ou que apenas vamos guardar por conta da memória afetiva que carregam. Nessa categoria entram:


· Presentes que ganhamos e sempre lembramos da pessoa

· Peças que compramos em uma viagem e nos remetem aquela sensação gostosa

· Peças que eram de alguém que já não está conosco (essas peças são muito importantes e curadoras)

· Peças de outras fases da nossa vida que guardamos de recordação


Esses são alguns exemplos do que chamo de roupa afetiva.


Alerta para as “mentirinhas”


Importante lembrar que aqui não entram as “mentirinhas” que contamos para nos mesma tá? Aquela calça que já não serve mais e será guardada para quando perder os quilinhos. Se for uma (1) peça ok? Porém vejo muitos armários lotados de peças que estão esperando para quem sabe um dia... e será que ele chega?


Vejo isso como além de uma mentira, uma tortura psicológica que faz lembrar diariamente que você não tem mais aquela numeração. E está tudo bem. Nós mudamos o tempo todo. Guardar muitas peças que não servem com essa desculpa é uma foram de autopunição e falta de amor próprio. A dica que dou: guarde uma e deixe as outras partirem.

3 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo